Esperar tanto tempo pelas férias e ser apanhado no meio de um furacão é coisa que não acontece só aos outros. Que digam os centenas de turistas portugueses que nos últimos anos passaram por esta experiência. Destinos como o México, República Dominicana, Cuba e Jamaica, muito populares nesta altura do ano, apresentam um elevado risco de serem fustigados por tempestades tropicais. O primeiro desta época, ocorreu recentemente com a passagem do “Dean”, pela Jamaica e México. Este último guarda ainda na memória a passagem do furação “Wilma”  que em Outubro de 2005 deixou um rasto de destruição, acabando por atingir Havana a capital cubana e deixando sem eletricidade grande parte do sul da Flórida. Milhares de turistas foram levados para abrigos onde passaram quase cinco dias, debaixo de intensas chuvas e ventos fortes, privados de qualquer conforto,  serviço ou possibilidade de regresso.Cancun ficou destruída, os hotéis, lojas e bares ficaram sem condições de funcionar.
               

Rapidamente recuperou mas todos sabem que será apenas até ao próximo furação.  As férias que deveriam ser para recordar rapidamente se transformam numa má experiência. Ninguém está preparado, as tempestades são imprevisíveis e, por outro lado, podem não passar de um falso alarme. Os operadores turísticos não cancelam os voos somente por uma ameaça porque na maioria das vezes não passa disso mesmo. A melhor forma de evitar estes riscos é optar por outros destinos e deixar estes “paraísos”  para outras épocas do ano em que o clima seja mais estável. Para a segunda quinzena de Agosto e mês de Setembro, as alternativas para fugir aos furações poderão ser imensas, destinos no Mediterraneo, Norte de Africa e Médio Oriente estão longe destes tormentos.

Editado no Jornal Diário Regional de Viseu, em 31 de Agosto de 2007