As telenovelas sempre desempenharam um papel cimeiro na transmissão de conteúdos culturais, religiosos, de tradição e costumes.

Nos últimos anos o seu papel tem passado por serem também um instrumento privilegiado de promoção turistica. O grande exemplo é a ultima produção da TVI “Ilha dos Amores” actualmente em exibição transmitindo uma ideia muito realista da beleza Açoreana.

A telenovela mostra ao grande público português, para além do tema central da história de amor, uma produção de grande qualidade da exuberância natural e paisagística. Filmada na Ilha de São Miguel, são visivéis algumas freguesias, parques, praças, jardins, portinhos e até interiores de edifícios públicos.

Sem prejuizo da sua importância para a promoção turistica açoreana, é no entanto contestada por muitos que não querem ver associada aos Açores apenas a Ilha de São Miguel. As outras ilhas, defendem, tambem são donas de grande beleza e receam prejuizo para elas. Ilha dos Amores é a segunda novela a ser rodada nos Açores, depois da Filha do Mar da RTP, em 2001, ter sido parcialmente realizada no arquipélago.

A TVI prevê que cada um dos 120 episódios da Ilha dos Amores desperte a atenção de pelo menos 10% da população portuguesa, ou seja, qualquer coisa como um milhão de telespectadores por dia. Destes, uma grande maioria terá nos proximos anos como destino os Açores.

Mas este não é caso único, durante 2001 e  2002 a SIC transmitiu a telenovela brasileira “O Clone” que se apresentou com um formato híbrido, representando uma comunidade marroquina muçulmana, as suas práticas culturais e religiosas, da mesma forma que retratou locais brasileiros, em contextos sócio-culturais e económicos diversos. Para além de ter sido colocado na agenda pública a relação entre o mundo islâmico e o mundo ocidental não-islâmico. “O Clone” projectou ainda temáticas de agenda de pretensão universal como a clonagem humana, com a questão da toxicodependência e do alcoolismo.

Actualmente a SIC apresenta  a telenovela Páginas da vida, também esta tem uma grande componente de promoção quer da cidade do Rio de Janeiro, quer de Amesterdão, apresentando mesmo filmagens nos museus mais conhecidos da Holanda. As cenas que decorrem em Amesterdão têm sempre como tema a cultura.

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Podemos concluir que no caso português será bem empregue o dinheiro dos contribuintes a ser utilizado pelos governos regionais e locais para promoção das suas regiões através das telenovelas. Aprendemos com os brasileiros a divulgar a nossa cultura e riquezas paisagísticas num produto que é de vasto consumo e que chega aos mais diversos pontos de Globo.

Não esquecer que as telenovelas não se esgotam nos públicos dos próprios paises,e os PALOP terão no futuro um grande potencial.

Editado no Jornal Diário Regional de Viseu
em
20 de Abril de 2007